Singapura, Maluf e o que a habitação revela sobre o Estado no Brasil

Quando Paulo Maluf lançou, nos anos 1990, o Projeto Cingapura em São Paulo, a referência a Singapura era explícita: a promessa era substituir favelas por conjuntos verticalizados, dando à cidade uma imagem de modernização rápida por meio da habitação. Anos depois, o Minha Casa Minha Vida levaria a política habitacional brasileira a uma escala muito superior, alcançando milhões de famílias em todo o país. As três experiências partem da mesma ideia geral — usar a moradia como instrumento de reorganização social —, mas produzem resultados profundamente diferentes porque operam em bases estatais distintas.