Mesmo sem reajuste da Petrobras, gasolina sobe e chega a R$ 7,49 no Paraná; deputados pressionam Ratinho Jr. por medidas

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram nova alta nos combustíveis no Paraná, mesmo sem reajuste recente da Petrobras no período analisado. Entre os dias 15 e 21 de março, o preço máximo da gasolina chegou a R$ 7,49 no estado, enquanto em Curitiba o valor máximo encontrado foi de R$ 7,19.

O preço médio da gasolina no Paraná passou de R$ 6,62 para R$ 6,76 em uma semana, alta de 2,1%. Na capital, a média subiu de R$ 6,84 para R$ 6,93.

No diesel, a alta foi ainda mais intensa. O preço médio estadual saiu de R$ 5,91, entre 15 e 21 de fevereiro, para R$ 7,13 em março, com valor máximo de R$ 8,60 nos postos pesquisados.

O avanço colocou o Paraná em destaque nacional. Reportagem exibida pela RPC apontou que o estado registra hoje a segunda maior alta do diesel do país, com aumento médio de R$ 1,66 por litro desde o fim de fevereiro.

A nova escalada intensificou cobranças de parlamentares paranaenses ao governo Ratinho Junior, sobretudo em relação à fiscalização, ao peso do ICMS e à necessidade de maior controle sobre a cadeia de distribuição.

A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro afirma que o cenário exige atenção porque os aumentos ocorrem mesmo sem reajuste nas refinarias e em um contexto em que o governo federal vem atuando para conter preços.

“ABSURDO NAS BOMBAS! A gasolina teve alta expressiva no Paraná, mesmo sem reajuste da Petrobras. O governo do presidente Lula vem atuando para conter os preços, inclusive com diminuição de impostos, mas o país ainda sente os efeitos da privatização da antiga BR Distribuidora, no governo Bolsonaro, e da falta de ação do governo estadual. O ICMS, que Ratinho Junior elevou no início do ano, tem o maior peso individual no preço final. Vamos seguir cobrando fiscalização e combate a preços abusivos”, afirmou.

O deputado estadual Arilson Chiorato, líder da oposição na Assembleia Legislativa, também atribui a escalada recente à falta de ação do governo estadual e defende reforço na regulação pública.

“Temos visto, desde o início dessa crise, o Governo do presidente Lula tomando inúmeras medidas para frear os preços dos combustíveis, mas, por outro lado, vemos o Governo de Ratinho Jr. inerte. Em situações como essa, vemos quem realmente está a favor do povo e quem está ao lado dos grandes empresários, que só pensam no lucro”, declarou.

Arilson também voltou a defender a recompra da antiga BR Distribuidora.

“A recompra da BR Distribuidora é uma medida essencial para garantir que o combustível seja tratado como um bem de interesse nacional, e não apenas como uma mercadoria sujeita à especulação”, disse.

Já o deputado Requião Filho encaminhou pedido ao Ministério da Justiça para apuração de aumentos considerados abusivos no Paraná.

“É evidente que os paranaenses estão sendo prejudicados por aumentos constantes e sem justificativa técnica clara. Em alguns casos, as altas estão sendo atribuídas a tensões internacionais no mercado de petróleo, como o conflito entre Estados Unidos e Irã. Essa questão levanta dúvidas sobre a real motivação dos reajustes e precisa ser investigada”, afirmou.

O parlamentar também destacou que o impacto ultrapassa o abastecimento individual.

“Estamos falando de um produto essencial para toda a economia. Quando o combustível sobe sem justificativa, o impacto aparece no transporte, nos alimentos e no custo de vida da população”, disse.

As manifestações ocorrem em meio ao debate nacional sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. No Brasil, porém, o governo federal vem adotando medidas como redução de tributos federais e intensificação da fiscalização sobre distribuidoras e postos diante de suspeitas de aumentos acima do comportamento das refinarias.

Preço médio
Gasolina no Paraná: R$ 6,76
Gasolina em Curitiba: R$ 6,93
Diesel no Paraná: R$ 7,13

Preço máximo
Gasolina no Paraná: R$ 7,49
Gasolina em Curitiba: R$ 7,19
Diesel no Paraná: R$ 8,60

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