Profissionais atuam da direção ao corpo artístico e se somam a outros talentos, em escala nacional, que entregam um dos maiores eventos culturais brasileiros da atualidade
Embora o palco da Ópera da Serra da Capivara – tradicional evento cultural realizado no final de julho – esteja no sudoeste do Piauí, parte da equipe de profissionais responsáveis por colocar o festival de pé são do Paraná. Desde a primeira edição, realizada em meados de 2017, a capital paranaense se tornou uma espécie de hub técnico-criativo responsável por parte da concepção e execução do evento.
A concepção narrativa e visual dos espetáculos é assinada pelo arquiteto curitibano Felipe Guerra, diretor-artístico da Ópera e um dos idealizadores, conhecido também por sua atuação junto às escolas de samba de Curitiba. Ele explica que para fazer jus à temática deste ano utilizou referências egípcias e africanas em uma linguagem mesclada ao universo do sertão piauiense, com temas, cores, texturas, elementos naturais e visuais que remetem ao bioma Caatinga.
“O exercício da Ópera sempre foi recriar histórias sob a estética local do Piauí, mas usando como recurso um intercâmbio que engrandece a todos”, afirma Guerra, que conta também que a produção de figurinos, de alguns adereços, da perucaria, é produzida em Curitiba, do artesanato tradicional até a tecnologia de impressão 3D para máscaras complexas, para depois seguir tudo para o Anfiteatro Ancestral, onde o espetáculo é apresentado”, conclui.
Ao seu lado, o coordenador-geral de produção, Bernardo Bravo, gerencia a complexa operação de organizar e executar o evento no interior do Brasil. Os desafios são diversos: envolvem mais do que a logística da técnica e a gestão de pessoas, soma-se a isso a realização em um ambiente de preservação ambiental.
Para Bravo, o diferencial está no intercâmbio cultural de talentos não só de Curitiba, mas com todo um time artístico e técnico que sai de outros lugares, a exemplo de São Paulo (SP) e Teresina (PI). “Esse encontro de geografias, costumes e saberes engrandece toda a experiência, não apenas do público como também de quem trabalha para construir todos os anos o evento”.
“O espetáculo sempre é uma construção coletiva que conta com peças fundamentais de diversas origens, que são as pessoas que para cá vem dar vida ao evento”, concorda Sádia Castro, diretora-geral e idealizadora da Ópera da Serra da Capivara, que tem o patrocínio da Caixa Vida e Previdência e da Equatorial Piauí por meio da Lei Rouanet.
Do Egito Antigo ao sertão piauiense
Em 2026 a Ópera apresenta “Cleópatra – Rainha Caatingueira”, uma história que nasce inspirada na trajetória da última rainha egípcia, porém com um desfecho diferente daquele conhecido, originalmente.
Em vez de sucumbir ao veneno da serpente, a monarca atravessa o oceano Atlântico e se refugia no Brasil, na caatinga piauiense. Ali, encontra sua redenção e, despida da riqueza e de sua divindade anterior, abraça a natureza para se tornar parte daquele lugar.
A identidade musical também carrega uma marca do Paraná na trilha sonora. Sendo cerca de 80% composta por canções e arranjos originais, ela é criada pelo grupo paranaense Rosa Armorial. Os musicistas preparam para o espetáculo 2026 algo com influências egípcias/orientais (fazendo referência à época do Egito Antigo) e a musicalidade de povos originários.
Outra novidade de “Cleópatra – Rainha Caatingueira” é a presença da cantora Rúbia Divino, radicada em Curitiba-PR, que viverá a protagonista da história e encerrará o evento com um show próprio no último dia, encerrando a programação 2026 da Ópera.
Sobre a Casa da Ópera
A Casa da Ópera é uma produtora cultural dedicada à criação e realização de espetáculos e projetos artísticos que conectam arte, território e patrimônio cultural. Fundadora da Ópera da Serra da Capivara, a produtora promove experiências culturais imersivas e contribui para o desenvolvimento artístico, social e econômico das regiões onde atua.
SERVIÇO:
Cleópatra – Rainha Caatingueira (programação musical)
Quando: De 30 de julho a 02 de agosto de 2026
Shows:
- 30.07: Mari Jasca
- 31.07: Chico César
- 01.08: Fitti
- 02.08: Rubia Divino
Local: Anfiteatro Ancestral (Sítio do Mocó, município de Coronel José Dias-PI)
Ingressos: Disponíveis pelo site oficial do evento.
PATROCÍNIO MASTER: Caixa Vida e Previdência
IDEALIZAÇÃO: Casa da Ópera
PATROCÍNIO: Armazém Paraíba, Grupo Equatorial Energia, SIEC, SIETUR, Piauí Turismo, SETUR, SECULT, Governo do Estado do Piauí.
APOIO: Caixa Seguridade, Prefeitura de São Raimundo Nonato, Prefeitura de Coronel José Dias e Sebrae.
REALIZAÇÃO: Ministério da Cultura
FICHA TÉCNICA (resumida):
Direção-geral: Sádia Castro
Direção Artística: Felipe Guerra
Direção de produção: Bernardo Bravo
Direção técnica: Fred Kowertz