Gleisi alerta: “Selic alta é sequestro da economia nacional pelo Copom”

Na última terça-feira (17), o Banco Central divulgou a ata do Copom para explicar o aumento insidioso de 1 ponto percentual na taxa Selic, e que colocou, na semana passada, o indicador a 12,25% ao ano. Os diretores do BC, em uma decisão que a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, classificou como “desancorada” da realidade econômica nacional, insistem em intensificar o arrocho monetário, mesmo com uma inflação abaixo de 5%.
Setor produtivo, entidades e políticos criticam manutenção de juros básicos

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de cortes da taxa Selic, juros básicos da economia, recebeu críticas de políticos e do setor produtivo. Na avaliação deles, a manutenção dos juros em 10,5% ao ano prejudica a recuperação da economia.
Copom reduz juros em 0,5 ponto percentual; Selic fica em 13,25% ao ano
A forte queda da inflação fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela primeira vez em três anos. Por 5 votos a 4, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto.
Campos Neto, um tartufo
“Está ficando difícil explicar por que não reduz a taxa de juros”. A declaração é da colunista de economia da Globo, Mirian Leitão, que não é propriamente uma analista à esquerda.
Não tem explicação nem para Mirian, nem para a indústria, nem para o comércio, nem para milhões de brasileiros mais uma vez impactados com o que parece ser um boicote do Banco Central ao país.
Em uma das comédias francesas mais importantes, “O Tartufo”, de Molière, temos uma aristocracia e burguesia ascendente em luta por manter seus privilégios. Tartufo é um religioso que ludibria quase todos em nome de Deus.
São muitos os tartufos nos tempos atuais: os hipócritas religiosos, políticos coronéis, juízes que usam a toga para fazer política, os negacionistas, alguns capitães. Cabe muita gente e podemos colocar na lista Campos Neto: um tartufo que age em nome do Deus capitalista, o dinheiro, um sacerdote do mercado. Um charlatão.