Gastos bilionários com dados em Curitiba reacendem alerta sobre privatização da Celepar

Os custos da gestão privada de sistemas e dados públicos em Curitiba já somam bilhões de reais e servem como alerta para o debate sobre a possível privatização da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná), atualmente em estudo pelo governo estadual.
TCE-PR mantém suspensão da privatização da Celepar e impõe novo revés ao Governo Ratinho Jr.

Decisão unânime do Tribunal de Contas confirma falhas técnicas, ausência de estudos e riscos jurídicos no processo de venda da estatal
Flávio Dino cobra explicações de Ratinho Junior e Alexandre Curi sobre venda da Celepar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta sexta-feira (7) que o governador Ratinho Junior (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD) prestem explicações formais sobre a privatização da Celepar, empresa estatal responsável pela tecnologia e gestão de dados do governo do estado.
PT e Psol entram com ação no STF contra venda da Celepar

O Partido dos Trabalhadores, em sua instância nacional, protocolou no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). A iniciativa tem coautoria do PSOL e requer medida cautelar para paralisar o processo de venda da estatal, autorizado pela Lei nº 22.188, de 13 de novembro de 2024, aprovada pela gestão Ratinho Junior (PSD). As legendas argumentam que a operação ameaça a soberania digital do Paraná e do país.
Venda da Celepar levanta reação nacional e acende alerta sobre dados públicos

A tentativa do governo Ratinho Junior de privatizar a Celepar, estatal responsável por processar dados estratégicos do Paraná e de outros estados, deixou de ser uma pauta restrita ao âmbito estadual e passou a mobilizar atores nacionais. Nos últimos dias, o tema ganhou força em três frentes distintas: Congresso Nacional, Ministério Público e Tribunal de Contas. A venda, autorizada pela Lei Estadual 22.188/2024, enfrenta contestações jurídicas, questionamentos sobre segurança da informação e alertas sobre risco à soberania digital.