Deputado Requião Filho cobra esclarecimentos sobre acordo com Pedágio

Econorte quer prestar serviços de graça, por um ano, sem cobrança de pedágio, para cobrir custos de um viaduto que não realizou. Mas ainda assim, sairia devendo R$ 731 milhões.

Foto/Eduardo Matysiak

Os contratos de pedágio vencem no próximo dia 27 de novembro e, mesmo com a garantia do Governo de que não serão renovados, há um impasse que precisa ser resolvido no Paraná. Trata-se de uma série de obras que não foram realizadas pelas concessionárias, ao longo de 25 anos, que juntas somam quase 10 bilhões de reais. Porém, mesmo sem o anúncio oficial de como será cobrado esse débito, alguns acordos já começam a aparecer. 

Na última semana, a Econorte já teria anunciado um acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná, para continuar prestando atendimento, por mais um ano, com serviços de guincho e ambulâncias, em 342,47 quilômetros de rodovias do Norte do Estado, sem a cobrança de pedágio. Em troca, a concessionária deixaria de executar um projeto antigo, que previa a construção de um viaduto na entrada do município de Jacarezinho, com valor estimado em R$ 14 milhões.

Mas a dívida da concessionária é ainda maior. Segundo levantamento realizado pela Agepar e divulgado no início deste ano, ao longo do período de vigência do contrato, a Econorte teria arrecadado mais de R$ 4,2 bilhões nas rodovias da região Norte. Desse montante, quase R$ 745 milhões a mais, referente a obras que nunca foram feitas. Uma delas, o viaduto no trevo da Rodovia Transbrasiliana com a Rua Fernando Botareli, em Jacarezinho.

Diante dessa diferença de valores, o deputado estadual Requião Filho encaminhou ofício ao Secretário Sandro Alex e protocolou pedido oficial via Lei de Acesso a Informações, para esclarecer esse acordo que ainda deve deixar um débito de R$ 731 milhões ao Estado do Paraná.

“Queremos saber quais os critérios adotados pelo Estado para firmar esse acordo, que apenas favorece a concessionária. Queremos ter acesso a cópia desses documentos que fundamentaram a validação desse agrado ou como será feito o pagamento do restante dos valores”, justificou Requião Filho.

Autor: Eduardo Matysiak

Fotojornalista

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