A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT), líder da bancada PT-PDT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), utilizou a tribuna durante a sessão plenária desta segunda-feira (2) para responder a ataques dirigidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Partido dos Trabalhadores e ao governo federal.
Durante o pronunciamento, a parlamentar criticou o uso do espaço do plenário para a repetição de acusações sem comprovação e afirmou que parte das falas recentes ultrapassa o limite do debate político legítimo. “É uma tristeza saber que alguém que está aqui para representar o povo do Paraná não tem honestidade intelectual e transforma tudo em circo, teatro e falas falaciosas”, afirmou.
Ana Júlia também respondeu a críticas relacionadas a investigações e corrupção, defendendo que eventuais irregularidades devem ser apuradas sem interferência política. “Se alguém fez algo errado, precisa e deve ser investigado. No governo do presidente Lula, a Polícia Federal não vai ser mudada para encobertar ninguém”, declarou.
A deputada ainda mencionou indicadores econômicos e sociais para defender a atuação do governo federal, citando a redução do desemprego e a melhora nas condições de vida da população. Segundo ela, há uma diferença clara entre críticas políticas e a disseminação de informações falsas. “Existe um limite ético entre o que é crítica e o que é mentira. Falar mentiras naquela tribuna não muda a vida das pessoas”, disse.
Durante o debate, outros parlamentares também se manifestaram em apoio ao discurso.
O deputado Dr. Antenor (PT) afirmou que as palavras da colega representavam um contraponto necessário diante do clima político recente. “As suas palavras são um bálsamo para nós. Já não suportamos mais discursos carregados de preconceito e ódio”, declarou. Ele também defendeu que investigações ocorram sem interferência. “Nós não temos nada a temer. Se houver alguma coisa, que seja investigada”.
O líder da oposição na Alep, deputado Arilson Chiorato (PT), criticou o tom adotado por parlamentares da extrema direita e afirmou que o debate político no plenário tem sido rebaixado por discursos voltados à repercussão nas redes sociais.
Segundo ele, a Assembleia não pode se transformar em palco de agressões ou espetáculos políticos. “O que acontece ali é um discurso ora teatral, ora patético, planejado para dar like e curtida. Isso envergonha o parlamento e desrespeita o povo do Paraná”, afirmou, cobrando da Mesa Diretora medidas para garantir o respeito institucional e o decoro parlamentar.
Já o deputado Renato Freitas (PT) criticou o que classificou como uso político da religião para justificar ataques e discursos de violência. “Eu fico muito entristecido em notar que hipócritas religiosos sequestraram as igrejas, se aproveitando da fé das pessoas para enriquecer e chegar ao poder”, afirmou.
O parlamentar também condenou posições que, segundo ele, relativizam a morte de civis em conflitos internacionais. “Aqueles que se dizem cristãos atuam contra as crianças quando apoiam guerras e o assassinato de inocentes”, disse.
Ao final das manifestações, parlamentares da bancada destacaram que ataques desse tipo têm ocorrido com frequência no plenário e afirmaram que continuarão reagindo sempre que houver disseminação de desinformação. Para eles, o parlamento deve ser um espaço de debate responsável, e não um palco para fake news ou discursos voltados apenas à busca por engajamento nas redes sociais.