Vereadoras protocolam pedido de CPI para investigar crise na assistência social de Curitiba

Vereadoras da oposição durante reunião no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba, onde Vanda de Assis e Professora Angela anteciparam a articulação por uma CPI para investigar denúncias na assistência social de Curitiba.

Vereadoras da oposição na Câmara Municipal de Curitiba protocolaram pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar denúncias sobre o funcionamento de unidades da Fundação de Ação Social, diante de relatos de superlotação, presença de ratos e percevejos, déficit de servidores e precarização no atendimento.

A iniciativa reúne denúncias encaminhadas por servidores, sindicatos e usuários da rede de assistência social. Para que a CPI seja instalada, são necessárias 13 assinaturas.

Vanda de Assis explicou que os relatos recebidos apontam equipamentos funcionando “em condições desumanas”, com número de acolhidos acima da capacidade e equipes abaixo do previsto.

Segundo a vereadora, há registros de adoecimento entre trabalhadores, sobrecarga das equipes e impacto direto na qualidade do atendimento prestado à população. Ela pontuou que a CPI busca identificar o que está acontecendo nas unidades e construir caminhos de solução a partir do diálogo com quem atua na política pública.

Camila Gonda destacou que os documentos recebidos por seu mandato indicam uma possível crise estrutural em casas de acolhimento. Entre os pontos relatados estão ratos próximos a alimentos, percevejos em roupas de cama, estruturas precárias e equipes reduzidas.

A parlamentar também mencionou denúncias de servidores punidos após afastamentos por saúde, escalas irregulares de trabalho, falta de acessibilidade em unidades de acolhimento e inauguração de equipamentos sem estrutura mínima para funcionamento.

Ainda segundo Camila, os documentos trazem relatos sobre ausência de acompanhamento adequado em unidades voltadas a crianças e adolescentes, além de represálias contra trabalhadores que comunicam irregularidades.

Professora Angela relatou que a coletiva realizada com uma servidora da FAS trouxe denúncias graves sobre a situação dos abrigos municipais. Ela citou presença de ratos em refeitórios, percevejos em camas, superlotação e insuficiência alimentar em algumas unidades.

Para a vereadora, Curitiba não pode sustentar apenas discurso institucional sem enfrentar os problemas concretos da assistência social.

Giorgia Prates lembrou que já vinha cobrando providências após visitar unidades e acompanhar denúncias sobre falta de servidores, infestação de insetos e precariedade no atendimento.

Ela também chamou atenção para o descompasso entre a demanda social e a estrutura disponível: segundo a vereadora, o número de vagas de acolhimento e de trabalhadores não acompanha o crescimento da população em situação de rua na capital.

Na avaliação de Giorgia, a CPI é necessária para dar transparência ao uso de recursos públicos e permitir responsabilizações diante das denúncias.

As novas denúncias se somam a relatos já divulgados neste mês sobre infestação de percevejos em equipamentos de acolhimento e vídeos publicados nesta semana mostrando ratos em unidades da assistência social de Curitiba.

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