Ao mesmo tempo em que Ratinho Junior tenta se afastar dos efeitos políticos do escândalo do Banco Master — que chegou ao Palácio Iguaçu após a repercussão da licença ambiental concedida a empreendimento ligado ao banco e à família Massa —, na disputa pela sucessão estadual o movimento parece seguir direção oposta.
Nos bastidores, cresce a aposta no nome de Eduardo Pimentel como alternativa com apoio do governador para a corrida ao governo.
A escolha chama atenção por um elemento adicional: Eduardo é irmão de Daniel Pimentel, presidente da Copel no período em que foi conduzida a venda da Copel Telecom para o fundo Bordeaux, ligado ao empresário Nelson Tanure, citado em depoimento recente na CPI do Crime Organizado como nome apontado por um gestor de fundos como verdadeiro controlador do Banco Master.
Nos bastidores políticos, circula ainda a leitura de que a desistência de Ratinho da disputa presidencial teria sido também uma forma de preservar a família de eventuais efeitos de uma delação envolvendo Daniel Vorcaro.
Se essa interpretação procede ou não, o fato é que, ao estimular Eduardo Pimentel como nome para 2026, o governador acaba empurrando para o debate um sobrenome que inevitavelmente reconecta parte dessa discussão.