Filho de Fux, ministro favorável à anistia a Bolsonaro, decolou após pai ir para o STF

Em tempos em que o Supremo Tribunal Federal está nos holofotes e duramente cobrado pela sociedade, em razão do envolvimento de ministros com operadores do Banco Master, recordar é viver: o filho do ministro Luiz Fux — identificado com posições pró-Operação Lava Jato e que recentemente reforçou entendimento favorável à tese de anistia para Jair Bolsonaro ao divergir em pontos centrais do julgamento sobre a trama golpista — viu sua atuação profissional decolar após o pai ingressar na Corte.

Levantamento publicado pelo Estadão mostra que o advogado Rodrigo Fux passou de cinco processos em tribunais superiores para 544 ações no STF e no Superior Tribunal de Justiça depois da posse de Luiz Fux no Supremo, em 2011. Segundo os dados, 99% dos processos com atuação do filho do ministro nessas instâncias começaram ou chegaram aos tribunais superiores somente após a ida do pai ao STF.

No STF, dos 49 processos identificados com participação de Rodrigo Fux, 48 surgiram depois da posse do ministro. No STJ, o salto também chama atenção: 496 de 500 ações ocorreram no mesmo período. O escritório da família já existia antes, mas a presença em cortes superiores era bastante limitada até então.

Entre os clientes atendidos estão gigantes como Petrobras, YDUQS, Avon, Google e o Clube de Regatas do Flamengo.

Rodrigo Fux afirma que nunca foi contratado para atuar em processos já em tramitação no Supremo e sustenta que o crescimento do escritório ocorreu de forma natural, com atuação desde a origem das causas. Também afirma que Luiz Fux sempre se declara impedido em processos ligados ao escritório do filho.

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