Projeto Alegria mobiliza captação via Lei de Incentivo para levar arte ao Hospital Erasto Gaertner

Corredores e áreas internas do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, passarão a receber exposições de arte e atividades culturais por meio do Projeto Alegria – Arte nos Hospitais, iniciativa da Guanabara Produções Culturais com apoio da Montenegro Produções Culturais. A inauguração do novo espaço está prevista para o início de 2027.

Primeira instituição a receber o projeto, o hospital — referência nacional no tratamento oncológico — terá ambientes transformados em espaços expositivos com obras de artistas brasileiros. Fundado em 1952, o Erasto Gaertner realiza centenas de milhares de atendimentos por ano e atua também em ensino, pesquisa e desenvolvimento de terapias voltadas ao tratamento do câncer.

A primeira edição será realizada sob o tema “Alegria”, reunindo obras em diferentes linguagens, como fotografia, cerâmica, ilustração, grafite, pintura, design gráfico e produções multimídia. As peças serão distribuídas em áreas exclusivas do hospital, formando um percurso artístico voltado a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.

Segundo Carolina Montenegro, idealizadora do projeto, a proposta parte da experiência de observar o impacto que a arte pode produzir em ambientes de cuidado. “Hospitais são lugares de cuidado e esperança, mas também podem ser espaços de sensibilidade e expressão. O projeto Alegria busca levar arte para dentro desses ambientes e oferecer momentos de respiro e inspiração para quem passa por ali”, afirma.

Além das exposições, o projeto prevê oficinas de artes com pacientes e integrantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer, sessões de contação de histórias para crianças e apresentações musicais nos corredores da instituição.

Também está prevista a publicação de um livro sobre a trajetória do hospital, reunindo registros do projeto, atividades desenvolvidas ao longo da programação e reflexões sobre a presença da arte em ambientes de recuperação e acolhimento. A expectativa é que cerca de 20 mil pessoas sejam alcançadas pelas ações culturais ao longo de seis meses.

As primeiras atividades ligadas ao Projeto Alegria começam ainda neste semestre. Depois do período expositivo, as obras apresentadas passarão a integrar o acervo permanente do hospital.

“A arte tem a capacidade de transformar ambientes e afetar positivamente as pessoas. Quando ela chega a um hospital, ela não substitui o tratamento médico, mas pode contribuir para tornar a experiência mais humana, sensível e acolhedora”, afirma Carolina Montenegro.

Captação de recursos

O projeto está aprovado na Lei Rouanet, o que permite a empresas tributadas pelo lucro real destinar até 4% do imposto devido ao patrocínio da iniciativa. Pessoas físicas também podem participar com doações de até 6% do imposto devido.

Segundo Carolina Montenegro, a participação de patrocinadores é decisiva para ampliar a iniciativa e garantir continuidade às próximas etapas. “Projetos culturais como o Alegria mostram que a arte pode gerar impacto social real. Quando uma empresa apoia uma iniciativa como essa, ela não está apenas viabilizando um espetáculo, está investindo em inclusão, educação e acesso à cultura”, afirma.

Além do incentivo fiscal, os patrocinadores contam com contrapartidas de visibilidade, presença de marca na comunicação do projeto, ações de relacionamento e participação nas atividades culturais previstas.

O Projeto Alegria – Arte nos Hospitais já conta com patrocínio master de empresas como Madero, Peróxidos do Brasil e Fertipar, além de outras apoiadoras ligadas aos setores industrial, logístico e portuário.

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