Magistério faz aquecimento para greve e enquadra prefeito Pimentel

Categoria aprovou atos e molização até a greve marcada para 8 de abril

Categoria aprovou paralisação geral para 8 de abril

O magistério de Curitiba aprovou a realização de uma greve a partir de 8 de abril. A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia da categoria organizada pelo Sismmac no último dia 19 de março. A discussão reuniu cerca de mil profissionais da educação. Antes da paralisação, os profissionais fizeram um aquecimento junto a população. A ideia é informar a população sobre os motivos da greve: direitos congelados, inclusão sem estrutura, condições precárias de trabalho, salários achatados, desvalorização profissional e a exclusão da maioria da categoria do Crescimento Vertical.

À população, os profissionais do magistério informam que a greve tem, entre os objetivos, melhorar o atendimento para os estudantes. O magistério denuncia a falta de profissionais nas escolas, uma das promessas de campanha do prefeito Eduardo Pimentel (PSD). 

“A falta de profissionais de apoio, falta de atendimento especializado, turmas superlotadas com até 40 crianças por sala. Isso que a prefeitura chama de inclusão é, na verdade, abandono de quem mais precisa de suporte”, diz o material distribuído aos curitibanos.

Outra crítica que motiva a paralisação aborda a precarização profissional desde a gestão Greca. Eduardo Pimentel foi vice-prefeito nas gestões passadas e deveria conhecer o problema da educação de Curitiba, argumenta a entidade sindical.

“Desde 2016, os professores que fizeram especialização, mestrado e doutorado não receberam valorização pelos cursos. Todo esse esforço não é reconhecido pela Prefeitura”, aponta-se.

NOVOS ATOS

Os atos até a greve foram discutidos com o Conselho de Representantes. Além da manifestação no aniversário de Curitiba, o magistério fará um pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara dos Vereadores no dia 1º de abril. Paralelamente está sendo feita mobilização digital e solicitado o engajamento de toda a categoria para” ampliar o alcance das lutas e aumentar a pressão sobre o prefeito Eduardo Pimentel e os vereadores da base”. 

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