Partido cola na Oposição a imagem de inimiga dos trabalhadores
A aprovação da proposta que acaba com a jornada 6 por 1 na Comissão de Constituição Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados é a grande aposta do PT para melhorar a aprovação do presidente Lula. O partido definiu como prioridade a pauta que tem aprovação de mais de 73% da população brasileira. Nas redes sociais, as páginas ligadas ao PT têm postado vídeos diariamente defendendo a aprovação da medida. Mais do que isso, os petistas tentam colar no PL e em Flávio Bolsonaro a imagem de inimigos do povo e dos Trabalhadores, uma vez que a oposição trabalha contra a aprovação da PEC.
Em suas peças, o PT enfatiza que o fim da 6 por 1 melhora a vida dos trabalhadores, destacando que a medida é voltada para as famílias brasileiras e, principalmente, às mulheres. O partido também deve mostrar que o fim do modelo gerou empregos e aqueceu a economia.
“Cuidar da casa, resolver pendências, organizar tudo para a próxima semana. Para as mulheres, o trabalho nunca termina. Por isso seguimos em luta por uma jornada mais justa. Pelo fim da escala 6×1”, diz uma das peças do partido.
Inimigos do povo
O discurso do PT, governo e movimentos sociais é contrário ao que diz a oposição bolsonarista. A extrema-direita que tenta barrar a mudança de escala e empurrar a conta do aumento de custos dos empregadores para que os trabalhadores paguem. É o que defende o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele propôs uma emenda para que o Governo Federal e os trabalhadores arquem com os custos financeiros da mudança para os empresários, medida apelidada de “bolsa patrão”.
Por outro lado, em caso de atraso ou obstrução da votação das propostas, ressalta o deputado federal Zeca Dirceu, lembra que o presidente Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
“Vamos trabalhar – com diálogo, entendimento e construção de consensos – para que a redução da jornada de trabalho venha ser aprovada sem qualquer tipo de obstrução”, disse Zeca Dirceu.