O deputado federal Beto Preto participou nesta terça-feira (28), em Curitiba, da Audiência Pública nº 11/2026 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que debate a nova concessão da Malha Ferroviária Sul. Durante o encontro, realizado no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), o parlamentar defendeu que o novo contrato priorize investimentos estruturantes e prepare o Estado para os próximos 30 anos.
Segundo Beto Preto, a concessão deve ir além da arrecadação e garantir uma ferrovia moderna, eficiente e capaz de acompanhar o crescimento da produção paranaense.
“Estamos diante de uma oportunidade de pensar o futuro da infraestrutura do Paraná. A concessão não pode ter como foco apenas a arrecadação, mas sim a geração de desenvolvimento, competitividade e capacidade para atender ao crescimento da produção nas próximas décadas”, afirmou.
O deputado também defendeu a ampliação da participação do transporte ferroviário no escoamento da produção, a redução da dependência do modal rodoviário e a integração dos diferentes projetos ferroviários do Estado.
“O planejamento precisa olhar para o futuro e criar uma ferrovia mais moderna, integrada e eficiente”, completou.
Durante a audiência, o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e o Movimento Pró-Paraná (MPP) apresentaram à ANTT uma série de propostas técnicas para a futura concessão. Entre elas estão a priorização de obras estruturantes, a ampliação da capacidade da malha ferroviária, o aumento da segurança operacional e a redução dos custos logísticos para o setor produtivo.
As entidades também defendem que os recursos arrecadados no corredor Paraná-Santa Catarina sejam reinvestidos prioritariamente na própria malha, acelerando investimentos no trecho de maior movimentação ferroviária da Região Sul. O documento ainda propõe mecanismos de participação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada no financiamento de novas obras, além da criação de indicadores de desempenho e de uma comissão tripartite para acompanhar a execução do contrato.
A audiência foi presidida pelo diretor da ANTT, Felipe Queiroz, que destacou a importância da participação da sociedade no aperfeiçoamento do projeto e afirmou que a nova concessão representa uma oportunidade para ampliar a capacidade logística da Região Sul, fortalecer a integração entre os modais e impulsionar o desenvolvimento econômico.
A proposta da ANTT prevê a substituição do contrato atualmente operado pela Rumo Malha Sul S.A., reorganizando a ferrovia em três corredores — Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul —, que somam 4.248 quilômetros de extensão e investimentos estimados em R$ 14,4 bilhões ao longo de 30 anos.