A Copa de Trump

Dia desses, num boteco tradicional de Curitiba, decorado com fotos de Garrincha e outros ídolos do futebol, o proprietário me mostrou seu desencanto com a Copa do Mundo. Pela primeira vez, não fará uma programação especial para a competição. Os jogos serão transmitidos normalmente, mas sem telão, bandeiras, decoração temática ou qualquer dos adereços que costumam transformar o torneio em uma celebração coletiva.
Como a maior revolta econômica contra o imperialismo no século 20 acabou financiando os bancos ocidentais

Poucas vezes no século XX países considerados periféricos conseguiram alterar de forma tão profunda as relações econômicas globais quanto durante o ciclo de nacionalizações do petróleo que levou à criação da Opep.
Curitiba, capital da motosserra

A Prefeitura de Curitiba derrubou 105 árvores na Avenida Arthur Bernardes entre sábado (16) e domingo (17) para as obras do Novo Inter 2 e da implantação de um parque linear na região. A operação ocorreu sob protestos de moradores e movimentos ambientais.
Projeto Alegria mobiliza captação via Lei de Incentivo para levar arte ao Hospital Erasto Gaertner

Corredores e áreas internas do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, passarão a receber exposições de arte e atividades culturais por meio do Projeto Alegria – Arte nos Hospitais, iniciativa da Guanabara Produções Culturais com apoio da Montenegro Produções Culturais. A inauguração do novo espaço está prevista para o início de 2027.
Singapura, Maluf e o que a habitação revela sobre o Estado no Brasil

Quando Paulo Maluf lançou, nos anos 1990, o Projeto Cingapura em São Paulo, a referência a Singapura era explícita: a promessa era substituir favelas por conjuntos verticalizados, dando à cidade uma imagem de modernização rápida por meio da habitação. Anos depois, o Minha Casa Minha Vida levaria a política habitacional brasileira a uma escala muito superior, alcançando milhões de famílias em todo o país. As três experiências partem da mesma ideia geral — usar a moradia como instrumento de reorganização social —, mas produzem resultados profundamente diferentes porque operam em bases estatais distintas.
Em tempos de caos mundial, projeto iniciado por Lula prepara o Brasil para um novo patamar militar

Num momento em que guerras voltaram a reorganizar prioridades internacionais e a defesa reaparece como tema central nas grandes potências, um programa iniciado há quase duas décadas começa a ganhar outro significado no Brasil: foi no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva que o país assinou o acordo que deu origem ao PROSUB, responsável por estruturar a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina.
Nada define melhor o provincianismo da gestão de Curitiba do que um Carnaval com hora pra acabar

Conservadores, provincianos e tecnocratas, herdeiros de uma velha lógica urbana. Como classificar o alto clero da administração municipal de Curitiba, responsável por criar um fenômeno incoerente e anticultural: o Carnaval com hora para acabar, um paradoxo que contraria o próprio espírito dessa festa popular?
Desfile da Acadêmicos de Niterói foi uma justa homenagem, sem configurar propaganda eleitoral

Só lendas são homenageadas no Carnaval. Neste domingo, foi a vez de Luiz Inácio Lula da Silva — e também de Ney Matogrosso —, assim como tantas outras personalidades já foram celebradas em carnavais anteriores.
Torcida diz que jovem Leandro Souza, 22 anos e pai, foi executado em ação policial em Curitiba

A morte de Leandro Candinho de Souza, de 22 anos, pai de uma criança de três anos, na noite de quinta-feira (12), em Curitiba, provocou forte reação da torcida organizada Os Fanáticos, do Athletico Paranaense. Em nota oficial, a entidade afirma que o jovem foi vítima de execução policial e contesta a versão de confronto divulgada pela Polícia Militar do Paraná (PM-PR).
Laurentino Gomes: “Brasil jamais fez a segunda abolição e continua prisioneiro do pacto da escravidão”

O escritor paranaense Laurentino Gomes afirmou, em palestra realizada nesta terça-feira (3) no Solar do Rosário, em Curitiba, que o Brasil nunca rompeu de fato com as estruturas sociais criadas pela escravidão. Segundo ele, a abolição de 1888 encerrou o comércio de pessoas, mas não garantiu terra, educação ou cidadania aos libertos — tarefa que ele chama de “segunda abolição” e que, nas suas palavras, “o Brasil jamais fez”.