Curitiba, capital da motosserra

A Prefeitura de Curitiba derrubou 105 árvores na Avenida Arthur Bernardes entre sábado (16) e domingo (17) para as obras do Novo Inter 2 e da implantação de um parque linear na região. A operação ocorreu sob protestos de moradores e movimentos ambientais.

Singapura, Maluf e o que a habitação revela sobre o Estado no Brasil

Quando Paulo Maluf lançou, nos anos 1990, o Projeto Cingapura em São Paulo, a referência a Singapura era explícita: a promessa era substituir favelas por conjuntos verticalizados, dando à cidade uma imagem de modernização rápida por meio da habitação. Anos depois, o Minha Casa Minha Vida levaria a política habitacional brasileira a uma escala muito superior, alcançando milhões de famílias em todo o país. As três experiências partem da mesma ideia geral — usar a moradia como instrumento de reorganização social —, mas produzem resultados profundamente diferentes porque operam em bases estatais distintas.

Em tempos de caos mundial, projeto iniciado por Lula prepara o Brasil para um novo patamar militar

Num momento em que guerras voltaram a reorganizar prioridades internacionais e a defesa reaparece como tema central nas grandes potências, um programa iniciado há quase duas décadas começa a ganhar outro significado no Brasil: foi no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva que o país assinou o acordo que deu origem ao PROSUB, responsável por estruturar a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina.

Torcida diz que jovem Leandro Souza, 22 anos e pai, foi executado em ação policial em Curitiba

A morte de Leandro Candinho de Souza, de 22 anos, pai de uma criança de três anos, na noite de quinta-feira (12), em Curitiba, provocou forte reação da torcida organizada Os Fanáticos, do Athletico Paranaense. Em nota oficial, a entidade afirma que o jovem foi vítima de execução policial e contesta a versão de confronto divulgada pela Polícia Militar do Paraná (PM-PR).

Laurentino Gomes: “Brasil jamais fez a segunda abolição e continua prisioneiro do pacto da escravidão”

O escritor paranaense Laurentino Gomes afirmou, em palestra realizada nesta terça-feira (3) no Solar do Rosário, em Curitiba, que o Brasil nunca rompeu de fato com as estruturas sociais criadas pela escravidão. Segundo ele, a abolição de 1888 encerrou o comércio de pessoas, mas não garantiu terra, educação ou cidadania aos libertos — tarefa que ele chama de “segunda abolição” e que, nas suas palavras, “o Brasil jamais fez”.

O vírus da SAF avança sobre mais um gigante

A transformação dos clubes em SAF não é apenas uma mudança administrativa. É uma mudança de natureza. É a passagem de instituições coletivas, enraizadas socialmente, para estruturas subordinadas à lógica de mercado e ao controle de investidores.