Depois da Copel, é a vez da privatização da Sanepar: serviço deve ser repassado à iniciativa privada em 112 municípios

Após a venda Copel, o governo Ratinho Jr. está focado na privatização da Sanepar. O processo está em curso desde o ano passado, quando houve o repasse do tratamento de esgoto à iniciativa privada em 16 municípios. Em 2024, o serviço deve ser privatizado em muitas outras cidades. O governo do estado lançou a minuta do edital de concessão em novembro do ano passado, abrangendo 112 municípios do Centro-Leste e Oeste do Paraná , distribuídos em três lotes.

O processo deve seguir o modelo de 2023, quando Ratinho Jr. lançou edital na B3, em São Paulo. Na ocasião, a empresa Aegea levou a concessão do tratamento de esgoto por 24 anos.

Em maio, Ratinho Jr. tem agenda marcada em Nova York, quando deve colocar a Sanepar para jogo. Ele terá reuniões reservadas com grupos de investidores americanos. A viagem é organizada pela Invest Paraná.

O governo do estado evita o termo privatização e utiliza as denominações PPP (Parceria Púbico Privada) e concessão. Mas em resumo, as concessões preveem a transferência do serviço para a iniciativa privada. Assim, Ratinho Jr. usa a estratégia de não vender a empresa, para evitar desgaste político, mas privatizar o serviço.

Copel

A Copel foi privatizada no ano passado. Desde a conclusão do processo, o serviço piorou e relatos de quedas de energia são preocupantes.

Análise dos números no período entre setembro a dezembro de 2022, enquanto a empresa era pública, comparados de setembro a dezembro de 2023, logo após a privatização, demonstram que o serviço prestado aos consumidores paranaenses piorou em diversos aspectos. Após a venda da empresa, os consumidores tiveram mais interrupções de energia e ficaram mais tempo sem luz.

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