Requião Filho e Gleisi Hoffmann lançaram neste sábado (30), em Curitiba, suas pré-candidaturas ao Governo do Paraná e ao Senado Federal durante um ato que reuniu partidos aliados, lideranças políticas, movimentos sociais e militantes de diferentes regiões do estado. A atividade marcou a largada da articulação eleitoral do campo progressista paranaense para 2026 e reuniu mais de 5 mil pessoas.
A aliança apresentada no encontro reúne, até o momento, PDT, PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL. Também participaram do ato o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, além de parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do Paraná.
Requião Filho afirmou que a eleição de 2026 será uma oportunidade para recolocar o Paraná em uma trajetória de desenvolvimento associada à geração de empregos, à valorização da educação e à ampliação dos investimentos públicos. Em seu discurso, defendeu a retomada de programas sociais, investimentos voltados ao cuidado com as pessoas e uma política capaz de transformar a força econômica do estado em mais oportunidades para a população.
“O Paraná não começou ontem. O Paraná tem uma longa história de gente forte, gente brava, corajosa”, afirmou. Ao destacar o potencial das universidades estaduais e dos institutos federais, Requião Filho defendeu uma articulação entre governo, educação e setor produtivo para ampliar a industrialização, a inovação e a geração de empregos. “Nós podemos transformar a força do nosso agro, a força do homem e da mulher do campo em tecnologia, em indústria e em geração de emprego.”
O pré-candidato também defendeu maior integração entre Governo Federal, Governo do Estado, Assembleia Legislativa, universidades e instituições de pesquisa, argumentando que o Paraná reúne condições para crescer economicamente sem abrir mão da inclusão social e da valorização dos serviços públicos.
Pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann afirmou que a disputa eleitoral colocará em confronto projetos distintos para o país. Em sua fala, relembrou políticas implementadas pelos governos do presidente Lula, como programas de combate à fome, redução da pobreza, geração de empregos, valorização dos trabalhadores e ampliação de direitos sociais.
Segundo Gleisi, a relação construída entre o campo progressista e a população ao longo das últimas décadas está ligada aos resultados concretos dessas políticas. “Foi com Lula que o povo voltou à centralidade da política. Tiramos milhões da fome e da miséria, ampliamos direitos, fizemos políticas públicas e colocamos o povo no orçamento”, afirmou.
Gleisi também dedicou parte de sua fala aos direitos das mulheres. Defendeu o combate ao feminicídio, a igualdade salarial, a ampliação das oportunidades de trabalho e renda e a redução da jornada de trabalho, destacando que essas pautas devem permanecer entre as prioridades do campo progressista nos próximos anos.
Ao declarar apoio à candidatura de Requião Filho, afirmou que o Paraná tem a responsabilidade de impedir o avanço da extrema direita no estado. “Nós temos o dever histórico de não deixar o Moro governar o Paraná. E para isso nós temos o melhor candidato, que é o Requião Filho”, declarou.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que a eleição de 2026 exigirá uma forte representação das forças progressistas no Congresso Nacional para sustentar mudanças econômicas e sociais no país. O presidente nacional do PT defendeu a continuidade das políticas de distribuição de renda promovidas pelo governo Lula e criticou setores da direita que, segundo ele, tentam utilizar o debate sobre reformas institucionais para enfraquecer a democracia.
“Não é possível que a gente não faça essa disputa na Câmara e no Senado. Nós queremos distribuição de renda para combater privilégios e construir um Brasil mais justo, mais igualitário, e um Paraná onde o trabalhador e a trabalhadora sejam reconhecidos e tenham sua renda recuperada”, afirmou.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, destacou a importância da soberania nacional e da união das forças democráticas diante do avanço da extrema direita em diferentes partes do mundo. O presidente nacional do PDT afirmou que o Brasil precisa defender seus interesses e preservar sua capacidade de decidir os próprios rumos.
Em sua fala, Lupi criticou posições do presidente norte-americano Donald Trump e alertou para riscos que, em sua avaliação, ameaçam a autonomia dos países e a estabilidade democrática. “O Brasil precisa ter resistência. O brasileiro precisa ter coragem. Essa terra é do povo brasileiro”, declarou.