Requião Filho resgata frase de Greca gravada em pedra que virou profecia

O candidato ao Governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho, criticou nesta sexta-feira (31) o anúncio de Rafael Greca (MDB) como candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD). Em vídeo publicado nas redes sociais, o pedetista afirmou que o episódio demonstra uma política baseada em interesses de grupos, e não no respeito ao eleitor.

Logo no início da gravação, Requião Filho ironizou uma frase gravada no Memorial de Curitiba e assinada pelo ex-prefeito: “Se nos esquecermos da nossa identidade, negaremos a nós mesmos.” O deputado chamou a inscrição de “pedra filosofal” e afirmou que a mensagem não envelheceu bem diante da mudança de posição de Greca, que, segundo ele, representa justamente uma perda de identidade na política.

A composição chamou atenção porque Greca havia rejeitado publicamente a possibilidade de ocupar a vice de outros candidatos. Em junho, afirmou que aceitar a posição “seria uma negação da minha história”. Posteriormente, o MDB também divulgou nota reafirmando sua pré-candidatura ao Governo do Estado, antes do recuo e da decisão de integrar a chapa governista.

No vídeo, Requião Filho afirma que as movimentações da última semana revelam uma política de conveniências, na qual candidaturas são alteradas de acordo com interesses de bastidores, sem respeito ao eleitor. Segundo ele, enquanto grupos políticos negociam posições e reorganizam o tabuleiro eleitoral, a população enfrenta diariamente o alto custo de vida e as dificuldades para viver com dignidade no Paraná.

O candidato também compara esse comportamento a uma lógica de mercado, criticando a substituição de candidatos como se fossem produtos expostos em uma prateleira. Para Requião Filho, a política deve servir à população, e não a projetos pessoais ou disputas de vaidade.

Ao final, Requião Filho afirma que a coerência política é um princípio que aprendeu com o pai, o ex-governador Roberto Requião, e defende firmeza e compromisso com a própria trajetória.

“Na política, a gente tem que ter identidade, a gente tem que ter lado, senão a gente se perde”, finaliza.

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