Janja se mostra decisiva na campanha de Lula, mas grande imprensa insiste no viés misógino

Mais uma tentativa da grande imprensa de enquadrar negativamente a atuação de Janja acabou saindo pela culatra. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (29) tenta destacar supostas “interferências”, “ingerências” e incômodos atribuídos a aliados, mas os próprios fatos reunidos pelo jornal mostram uma primeira-dama com participação política ativa e contribuições importantes para a campanha de reeleição do presidente Lula.

Foi de Janja, por exemplo, a ideia de adotar palcos em formato de “T” nos atos, permitindo maior aproximação de Lula com o público. Ela também vetou áreas VIPs nos eventos e participou da definição de temas da campanha, entre eles o impacto das bets sobre as famílias e o combate ao feminicídio. Texto colado

Janja também teve papel importante na articulação da pauta das mulheres, uma das frentes centrais da campanha. A primeira-dama participou inclusive do programa eleitoral para tratar diretamente do tema, dando voz feminina a questões que atingem especialmente as mulheres. A escolha também ajuda a criar identificação e empatia em assuntos como violência, feminicídio e direitos das mulheres.

Ao longo da campanha, Janja fez ainda uma série de acenos políticos e simbólicos. Um dos mais marcantes ocorreu já no primeiro ato oficial, em São Bernardo do Campo, quando homenageou a ex-primeira-dama Marisa Letícia e destacou sua importância na trajetória política de Lula, nas lutas sindicais do ABC e na própria história do PT. Janja lembrou que Dona Marisa bordou a primeira bandeira do partido e manifestou publicamente sua admiração por ela.

O gesto teve peso também por recuperar uma personagem fundamental da história pessoal e política do presidente e estabelecer uma ponte com a memória afetiva de Lula e do próprio PT. A homenagem, preparada sem ser antecipada ao presidente, foi recebida positivamente por integrantes históricos do partido.

A reportagem da Folha atribui ainda a Janja a organização do recente ato com artistas no Rio de Janeiro e registra sua participação na construção da agenda e na organização dos eventos. Essa atuação não começou agora: antes mesmo do período oficial de campanha, ela já participava das discussões sobre o programa de governo na área da Cultura e promovia reuniões com parlamentares mulheres dos partidos aliados. Texto colado

Até uma das fontes identificadas pela própria Folha, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e amigo do casal presidencial, define Janja como um ativo importante da campanha e afirma que seria um desperdício não contar com sua participação na organização. Texto colado

Chama atenção também o vocabulário utilizado para descrever uma mulher que participa de decisões políticas. Ações que poderiam ser chamadas de articulação, organização ou liderança aparecem frequentemente sob os rótulos de “interferência” e “ingerência”. As críticas de aliados existem e são registradas pela reportagem, em boa parte sob reserva, mas não apagam as realizações concretas também apresentadas pelo próprio jornal.

No fim, a própria reportagem fornece elementos que permitem uma leitura diferente daquela sugerida pelo enquadramento adotado. Janja participa da definição de temas, pensa o formato dos atos, contribui para aproximar Lula do público, articula a pauta das mulheres, participa da agenda, dialoga com o meio cultural e faz gestos políticos que recuperam a história do presidente e do PT

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