“Não vamos permitir nenhum retrocesso”, afirma Gleisi sobre campanha contra o voto feminino

A deputada federal e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann, criticou nesta segunda-feira (6) a disseminação, por setores da extrema direita, de discursos que defendem o fim do direito ao voto das mulheres. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a pauta representa uma tentativa de retirar direitos históricos e prometeu reação.

A mobilização ganhou força após o influenciador Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro, afirmar em um vídeo publicado no YouTube, em 25 de junho, que “mulher vota muito mal”. A declaração repercutiu entre grupos bolsonaristas e passou a alimentar discussões sobre a restrição do voto feminino, em sintonia com discursos difundidos por setores da direita norte-americana.

Levantamento do instituto Democracia em Xeque apontou que 38% das interações nas redes sociais contrárias ao voto das mulheres tiveram origem ou foram impulsionadas pelo vídeo do influenciador.

Para Gleisi, o debate representa um grave retrocesso. “Inacreditável que o direito ao voto das mulheres volte a ser tema de debate. Os atrasados dos EUA mandam e a extrema-direita do Brasil repete, trazendo esse retrocesso absurdo para o nosso país. É esse o projeto do bolsonarismo: a submissão das mulheres, sem voz e sem voto. Não mexam no nosso voto! Não vamos permitir.”

A parlamentar também convocou homens e mulheres comprometidos com a democracia a reagirem à ofensiva. “Temos que prestar atenção, este discurso não nasce por acaso. Querem arrastar o Brasil de volta para um tempo em que as mulheres não tinham voz, nem direitos. Nós lutamos muito para conquistar direitos e não vamos permitir nenhum retrocesso.”

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