Cai a máscara e vemos o verdadeiro Sergio Moro

Há uma cena que resume bem o momento político de Sergio Moro. É o dia 29 de maio de 2026, em Curitiba. O ex-juiz da que se autointitulava a maior operação anticorrupção da história do Brasil está num palanque ao lado de Flávio Bolsonaro – o mesmo senador que dias antes havia confirmado, com a própria voz gravada, ter pedido R$ 163 milhões ao dono de um banco sob investigação criminal. Um banqueiro preso. Com tornozeleira eletrônica. E Moro está lá, sorrindo, recebendo o apoio político de Flávio à sua pré-candidatura ao governo do Paraná.

Filipe Barros atuou para beneficiar Banco Master e pressionar BC e CVM, revela O Globo

Levantamento publicado pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, aponta que o deputado federal paranaense Filipe Barros (PL), aliado próximo da família Bolsonaro e atual presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara, utilizou o mandato e a estrutura do colegiado para apresentar iniciativas que beneficiariam diretamente o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, enquanto a instituição enfrentava uma crise que culminaria em sua liquidação.

Após vazamento de áudio, Requião Filho questiona silêncio de Sergio Moro

O deputado estadual Requião Filho (PDT) criticou o silêncio do senador Sergio Moro (PL) após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para o parlamentar, Moro tem o discurso de combate à corrupção, mas evita se posicionar sobre o áudio que mostra Flávio pedindo R$ 143 milhões para custear um filme sobre Jair Bolsonaro.

MP-PR deflagra operação contra ex-secretário da Prefeitura de Guarapuava por suspeita de corrupção

Nesta segunda-feira, 1º de julho, o Ministério Público do Paraná deflagrou duas operações independentes que tratam de indícios da prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitações e organização criminosa por servidores públicos em Guarapuava. As ações são conduzidas por meio dos Núcleos de Guarapuava do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).