Luta de classes e identidade: é possível superar essa tensão na esquerda?

A questão é mais complexa do que parece à primeira vista: ou a exploração econômica estrutura tudo e as demais opressões dela derivam, ou existem formas de dominação que não se reduzem à classe e exigem resposta própria. O que a história mostrou é que as duas posições têm problemas. Experiências revolucionárias que transformaram a estrutura material preservaram hierarquias de gênero, raça e sexualidade. Políticas de reconhecimento desvinculadas de redistribuição foram incorporadas pelo mercado sem dificuldade. E enquanto a esquerda ancora esse debate em termos teóricos ou se divide sobre ele, a direita descobriu que disputar valores, pertencimento e identidade rende mais votos do que um programa econômico, e passou a pautar eleições com exatamente as questões que a esquerda tem dificuldades em como  tratar.

Uma vida não vale um chocolate?

drigo da Silva Boschen, 22 anos, trabalhador, filho, neto, morador do bairro Portão em Curitiba, foi morto brutalmente após ser acusado de

É ele. Tem que ser ele. É Lula em 2026.

Quantos pensamentos não devem passar pela cabeça desse homem que viu e fez tanto — muitos deles até conflitantes, como é próprio da natureza humana. Sentimentos como “caramba, olha tudo que eu fiz” se misturam a dilemas mais profundos e reflexões: ainda vale a pena tanto sacrifício diante da brutalidade institucional que tenta se normalizar no Brasil?

Renda recua e Brasil se torna o 9º país mais desigual

Agência Brasil O relatório País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras – 2018, divulgado nesta segunda-feira (26) pela organização não governamental Oxfam Brasil, mostra que entre 2016 e 2017 a redução da desigualdade de renda no Brasil foi interrompida pela primeira vez nos últimos 15 anos – reflexo direto da recente recessão econômica. A estagnação fez com […]